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terça-feira, 23 de março de 2010

Padres e Pedófilos

Retirado do site...(http://www.ihu.unisinos.br)


"O jornalismo preguiçoso deveria separar a histeria anticatólica da verdade criminal", escreve João Pereira Coutinho em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 23-03-2010. Ele escreve: "Sejam sinceros: quando existem escândalos sexuais na Igreja Católica, eles não são apenas escândalos sexuais pontuais e localizados. Esses escândalos, que existem em todo o lado (e em todas as denominações religiosas), bebem diretamente no patrimônio literário e anticatólico do Ocidente".

Eis o artigo.

Estamos sempre a aprender: vocês sabem como se diz "bastardo" em língua germânica? "Pfaffenkind." Ou, em tradução literal, "o filho do padre". As curiosidades não acabam aqui: ainda na Alemanha protestante, a expressão coloquial para designar a frequência de bordéis era "agir como um bispo".

É claro que não precisamos viajar até a Alemanha para encontrar esse glorioso imaginário em que membros do clero (católico) se entregam à lascívia. De Chaucer a Boccaccio, passando pelos textos centrais do Iluminismo continental (a "Religiosa", de Diderot; o "Émile", de Rousseau; as múltiplas mediocridades de Sade), o padre não é simplesmente o pastor espiritual em missão evangélica.

O padre é o "fornicador" incansável, sempre disposto a atacar donzelas virgens ou mulheres casadas. Sem falar do resto: o lesbianismo das freiras, a sodomia entre monges e a tortura física por que passa o seminarista casto, que se fustiga com prazer masoquista para compensar uma dolorosa ausência de fêmea (ou de macho).

Sejam sinceros: quando existem escândalos sexuais na Igreja Católica, eles não são apenas escândalos sexuais pontuais e localizados. Esses escândalos, que existem em todo o lado (e em todas as denominações religiosas), bebem diretamente no patrimônio literário e anticatólico do Ocidente.

O caso é agravado pela arcana questão do celibato. No mundo moderno e hipersexualizado em que vivemos, o celibato não é visto como uma opção pessoal (e espiritual) legítima e respeitável. O celibato só pode ser tara; só pode ser um convite ao desvio; só pode ser pedofilia. Esses saltos lógicos são tão comuns que já nem horrorizam ninguém.

Ou horrorizam? Philip Jenkins é uma exceção e o seu "Pedophiles and Priests: Anatomy of a Contemporary Crisis" (Oxford, 214 págs.) é o mais exaustivo estudo sobre os escândalos sexuais que sacudiram a Igreja Católica nos Estados Unidos durante a década de 1990.

Jenkins não nega o óbvio: que existiram vários abusos; e, mais, que as autoridades eclesiásticas falharam na detecção ou denúncia dos mesmos.

Porém, Jenkins é rigoroso ao mostrar como os crimes foram amplificados de forma desproporcionada com o objetivo de cobrir toda a instituição com cores da infâmia.

Padres católicos cometem crimes sexuais? Fato. Mas esses crimes, explica Jenkins, existem em proporção idêntica nas outras denominações religiosas (e não celibatárias). A única diferença é que, sendo o número de padres católicos incomparavelmente superior ao número de pastores de outras igrejas; e estando os crimes de pedofilia disseminados pela população adulta, será inevitável que exista um maior número de casos entre o clérigo católico.

Como explicar, então, que as atenções mediáticas sejam constantemente voltadas para os suspeitos do costume?

Jenkins não é alheio à dimensão "literária" do anticatolicismo ocidental; muito menos à hipersexualização moderna, que vê na doutrina sexual da igreja um anacronismo e, em certos casos, uma ameaça.

Mas o autor vai mais longe e revela como a amplificação dos crimes é, muitas vezes, promovida por facções dissidentes dentro da própria Igreja Católica que esperam assim conseguir certas vitórias "culturais" (o fim do celibato, a ordenação de mulheres para o sacerdócio etc.) pela disseminação de uma imagem de corrupção endêmica. "A maior ameaça à sobrevivência da igreja desde a Reforma", escreve Jenkins, citando as incontáveis reportagens que repetiam essa bovinidade.

Isso significa que os crimes das últimas semanas na Europa podem ser desculpados ou justificados? Pelo contrário: esses crimes não têm desculpa nem justificação. E é de saudar que o papa Bento XVI, em atitude inédita, tenha escrito uma carta plena de coragem e dignidade ao clérigo irlandês, condenando os abusadores, pedindo perdão às vítimas e esperando que a justiça faça o seu caminho.

Mas não é apenas a justiça que tem de fazer o seu caminho. O jornalismo preguiçoso também deveria trilhar o seu, separando a histeria anticatólica da verdade criminal.

Um contributo: para ficarmos no país de Ratzinger, existiram na Alemanha, desde 1995, 210 mil denúncias de abusos a menores. Dessas 210 mil, 300 lidaram com padres católicos. Ou seja, menos de 0,2%. Será isso a maior ameaça à sobrevivência da igreja desde a Reforma?

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Feliz Ano Novo

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Pensamentos - São Vicente Pallotti


"Buscai a Deus e o encontrareis; buscai-o em tudo e o encontrareis em tudo. Buscai-o sempre, e o encontrareis sempre." (OCL II, 126)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Festa de São Mateus Apóstolo



Mateus é na verdade aquele conhecedor da Escritura que compreendeu tudo o que diz respeito ao Reino de Deus, e "é como o proprietário que tira do seu tesouro coisas novas e velhas" Mt 13,52. Era homem de certa cultura, arrecadador dos impostos (publicano) em Cafarnaum. Ao celebramos este santo, nos deparamos com a infinita misericórdia de Deus que não enviou seu filho unigenito, Jesus Cristo, para os sadios, mas para os pecadores. Mateus é invadido pela luz que vem da face de Cristo e pela doce voz do chamado "Segue-me", surpreso ele se pergunta se é com ele mesmo, mas logo se deixa entrega ao convite da misericórdia. "Senhor voltai os olhos também para mim, mesmo diante do meu pecado, chama-me para te seguir."

Próximo encontro de Formação Cristã-Palotina para Jovens

Nosso próximo encontro será no dia 04/10 às 19:30 nas salas do centro de pastoral da Paróquia São José, o tema será "Eucaristia" e pedimos que os participantes façam a leitura prévia do segundo capítulo do livro "São Vicente Pallotti: Profeta da Esperança" para que durante o encontro possamos discutir o assunto. Caso alguém deseje adquirir o livro tenho disponível no seminário no valor de R$ 10,00, se foram de outras cidades posso mandar por correia mediante pagamento por depósito bancário, entrem em contato por e-mail brunocezar.sac@gmail.com.

Formação Cristã-Palotina para Jovens

Olá amigos, começamos no dia 13/09, em Curitiba, com um grupo de aproximadamente 15 jovens, na Paróquia São José de Vila Oficinas, nossos encontros de formação cristã-palotina. Já tivemos 2 encontros, o primeiro (13/09) foi ministrado pelo Fr. João Francisco realizando um apanhado histórico sobre a Igreja e também os principais personagens bíblicos, em especial para compreensão do contexto geral do Concílio Vaticano II, o segundo encontro (20/09)foi ministrado por mim (Fr. Bruno Cézar)aprofundando o tema da missão do batizado, de acordo com o primeiro capítulo do livro do Pe. Valdeci Antonio de Almeida, "São Vicente Pallotti: Profeta da Esperança", sobre o Profetismo como dom proveniente do batismo. As formações serão disponibilizadas em texto a partir do final desta semana. Façam seus comentários, vamos criar uma comunidade cristã de homens e mulheres da Palavra, para anunciar o Reino em todos os lugares e para todas as pessoas.